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"Que processos de experimentação surgem nestes trabalhos? Arrisquemos sintetizar a diversidade de operações praticadas numa única palavra: ensaiar-se. A palavra escolhida possui vários sentidos, ressonâncias significativas imediatas: fantasiar (enquanto um acto de imaginação específico que mistura o interior ao exterior), fantasiar-se (numa espécie de cosplay), provar (no duplo sentido de testar (fazendo experiências), mas também no sentido de saborear como numa prova de vinhos), encenar (brincar com e fazer os seus “brinquedos” coloridos; e ainda no sentido de produzir objetos e imagens, objetos-imagens para a cena como se fossem adereços de palco)… Enumerámos já vários sentidos deste “ensaiar”, faltam-nos outros, mas sobretudo falta o sentido mais saliente: a tentativa (...).
Tentar é aqui uma operação artística e um gesto existencial. É uma ação para sempre provisória, por vezes até improvisada, usando aquilo que está disponível naquele tempo e naquele espaço, marcadamente contingente, e recusando toda a ideia, mas também todo o peso, de uma qualquer solução definitiva e final. Tentar é também um processo de aprendizagem particular – prático e existencial."

FERNANDO POEIRAS E JÚLIO SILVA
Excerto do texto da exposição

FOLHA DE SALA

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