EXOLINGUISTICS
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“Paisagem do Medo” é um modelo topográfico introduzido por John William Laundré que sugere que um território pode ser mapeado de acordo com os movimentos de presa e predador. Nele são representados níveis relativos de risco de predação como picos e vales que refletem o nível de medo de predação que uma presa experiencia em diferentes partes do seu habitat. O modelo postula que as presas estão num estado constante de medo / num estado constante de alerta, e têm a capacidade de aprender e responder a diferentes níveis de risco.

Laundré também propõe que, dentro do conceito de “Paisagem do Medo”, a inserção de novos predadores num determinado território, afeta a sua biodiversidade, a presença de outros predadores, a variedade de presas e, consequentemente, a flora - transformando a própria paisagem.

 

Num ambiente urbano, tais estruturas concetuais também podem ser aplicadas. Os nossos movimentos nos nossos habitats são definidos pela relação entre segurança e risco - o espaço urbano é projetado com essa finalidade. E embora isto seja mais explicito quando falamos sobre o uso de arquitetura hostil, existe também, num nível mais profundo, em cada dispositivo que constitui os espaços públicos e privados. De parapeitos a portas, calçadas, parques e estradas, o nosso espaço é pensado para orquestrar o nosso quotidiano, e esses conceitos interiorizam-se de formas que determinam também a nossa relação com o Outro, e com as topografias que nos rodeiam.

FOLHA DE SALA

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